Ministro da Saúde diz que há ‘plano B’ em caso de sobra de vaga no Mais Médicos

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, informou a parlamentares na manhã desta quinta-feira (6) que 123 vagas do Programa Mais Médicos ainda não haviam sido preenchidas, na véspera do fim do prazo de inscrição. Ele disse que o governo tem um “plano B” caso haja desistências de profissionais já inscritos e continue sobrando vaga. O representante do Executivo participou nesta quinta de uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Occhi explicou que o edital estará aberto até as 23h59 desta sexta-feira (7) e disse esperar que as vagas sejam preenchidas. Se isso não ocorrer, o programa será aberto para médicos brasileiros formados no exterior.

— O profissional tem até 14 de dezembro para se apresentar. Caso isso não aconteça, temos um plano B. Já no dia 17, na segunda-feira, vamos publicar novo edital abrindo oportunidade para brasileiros formados no exterior, estrangeiros e mais os médicos brasileiros com CRM [registro no Conselho Regional de Medicina] — adiantou.

Conforme o ministro, inicialmente foram 35 mil inscritos no programa, dos quais 8.394 escolheram suas cidades. Desses, 3.700 já entraram em contato com as respectivas secretarias municipais de Saúde. O governo está ofertando 8.517 vagas no total em 2.824 municípios.

Adesão

O ministro informou que o governo agiu rápido logo depois que Cuba anunciou a retirada de seus profissionais. Segundo ele, no início não se tinha certeza de uma adesão tão grande na abertura da primeira convocação.

Occhi relatou que o ministério chegou a cogitar o uso dos formados em medicina que fizeram o Fies. Nesse caso, o governo lhes pagaria uma bolsa, além de oferecer proposta para o financiamento ou pagamento da dívida.

— Enquanto ele estivesse prestando o serviço num determinado local, assumiríamos o financiamento que ele deve ao governo e pagaríamos ainda uma bolsa para ele se manter em qualquer cidade brasileira.

O ministro prestou contas ao Congresso sobre indicadores e o desempenho orçamentário do Sistema Único de Saúde (SUS) nos dois primeiros quadrimestres do ano. Essa prestação de contas periódica é uma exigência da Lei Complementar 141, de 2012, que estabelece recursos mínimos a serem aplicados na saúde. Na audiência desta quinta, ele afirmou aos parlamentares que em 2018 haverá aplicação recorde de recursos na saúde.

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