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Conheça a criatura marinha batizada em homenagem ao monstro Cthulhu

“Apenas a visão do monstro pode levar qualquer um à loucura” – é assim que o autor H.P Lovecraft descreve seu personagem mais assustador, e um dos monstros mais marcantes da literatura: a entidade mitológica Cthulhu.

Pois agora esse monstro não existe apenas nos livros. Paleontólogos encontraram uma nova espécie marinha, já extinta há muito tempo – um bicho de aparência bizarra, cheio de tentáculos. Não tiveram dúvidas: batizaram a criatura de Sollasina cthulhu, em referência ao monstro da ficção.

Em um artigo publicado na Proceedings of the Royal Society B, os cientistas explicam como foram capazes de reconstruir a imagem do monstruoso Cthulhu da vida real. O fóssil encontrado em Herefordshire, no Reino Unido, tem 430 milhões de anos e está surpreendentemente conservado. Por meio da reconstrução computacional 3D, os cientistas identificaram a criatura como uma nova espécie e puderam ter uma ideia de como era seu visual quando estava vivo.

Por outro lado, o tamanho do novo bichinho nem se compara ao que descreve Lovecraft nos livros. Enquanto a criatura original é absurdamente gigante, o Sollasina é parente dos pepinos do mar, que cabem na palma da mão.

Talvez ele não seja tão gigante e horrível quanto nas obras de Lovecraft, mas com certeza seus tentáculos aterrorizavam outras pequenas criaturinhas do mar existentes da época.

A pesquisa vai além da mera homenagem literária, é claro. A expectativa é que ela ajude os cientistas a entender melhor a evolução dos pepinos e ouriços do mar. A reconstrução permite visualizar estruturas internas e externas antes desconhecidas do grupo Ophiocistioidea, classe extinta dos equinodermos.

Um exemplo é o anel interno presente no centro de seu corpo. Os cientistas interpretaram essa estrutura como início do sistema hidrovascular atualmente presente na família dos pepinos do mar. Esse sistema é composto de canais preenchidos com líquidos que ajudam na locomoção e alimentação dos animais. Ou seja: é uma boca que também serve de “motor”.

“Isso nos ajuda a entender as mudanças que ocorreram durante o início da evolução do grupo, que deu origem à forma de ‘lesma’ que vemos atualmente” afirma Jeffrey Thompson, coautor da pesquisa.

 

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